domingo, 9 de março de 2014

Como encarar a Síndrome do Pânico!


Quem me conhece sabe que eu sou o estresse em pessoa, e também sou super ansiosa. Esses fatores pré dispõe os ataques de pânico. E difícil uma pessoa que sempre teve o temperamento forte, tentar se equilibrar em algumas situações. Confesso que ainda tô tentando desenvolver essa calma. Por enquanto sem muito resultado. rs



No começo das minhas crises, passei muito tempo sem sair de casa e sem levantar da cama, porque achava que ia desmaiar. ( ainda bem que estava no período de férias da faculdade). Só comecei a sair para ir as consultas, mas sempre passava mal, com aquela vontade enorme de voltar pra casa. Nas minhas consultas com a psicologa, ela sempre dizia pra eu ir quebrando um obstaculo por vez, começava a sair com alguém, pra passar pouco tempo, depois voltava pra casa. Gente sabe o que é isso pra uma pessoa de 22 anos, que fazia tudo que era necessário sozinha? você se senti totalmente dependente das pessoas, porque você sempre acha que vai passar mal e que não pode tá sozinha! Bom, então fui seguindo o conselho dela, saia apenas pra comer, perto de casa e com amigos. Muitas vezes, me senti mal voltava pra casa e pensava em desistir, mas eu parava e pensava: vou passar resto da vida em casa?  E minhas férias estavam acabando, iria pro meu ultimo semestre, com festa de formatura, tudo pago, não podia trancar a faculdade. Então fui tentando aos poucos. 
Logo depois, começou as aulas, que como estava no ultimo semestre, ia só para o estagio, no hospital referencia em traumas, muitas tragédias, jovens em coma... e eu ia muito mal, com falta de ar, meio zonza, mas não podia ter muitas faltas. Primeiro eu tinha vergonha de dizer pras pessoas o que eu tinha, medo de ser julgada. Depois fui estudando muito sobre a doença, e vi o quanto era normal, famosos ou milhões de pessoas estavam desenvolvendo esse tipo de síndrome, devido aos estresses do dia  a dia. E quando eu me senti mas a vontade pra contar pra pessoas que convivia comigo, isso me fez ficar mais tranquila, porque se eu passasse mal, eles já saberiam o porque. Com o tempo, foi passando.. Mas não foi fácil, alias de fácil não tem nada. É indescritível, eu tentar dizer como são as crises, como a gente se senti, só sabe quem já sentiu. É um desespero tão grande, que as vezes a gente até pensa em morrer pra poder parar com aquela angústia, que vai te matando aos poucos. 



Depois de tantas crises e angústias, eu aprendi o quanto é importante você exercitar a mente e está de bem com você mesma. Porque a mente quando ela quer, ela te aprisiona, ela te machuca de uma forma que mais ninguém pode machucar. Ela faz você pensar que é um medíocre, faz você se sentir sem forças pra viver, faz você pensar em desistir. Se você não reagir, você vai conviver com isso pra sempre, e isso eu não desejo pra ninguém.




Então não tenha vergonha de dizer o que você senti pras pessoas mais próximas, se passar mal peça ajuda, não fique passando por isso sozinha, pois essa carga e muito grande. Divida com as pessoas que você ama e confia. 
Não tenha vergonha de tomar remédios, de pedir auxílio espiritual e médico. Porque pior que isso, é ter que conviver por muito tempo com essas crises. Elas podem e devem ser controladas, sei que é muito difícil, mas tente manter a calma, e controlar suas respirações, inspire e expire profundamente. Quando mais você se desesperar, mas você vai se sentir pior, mas você vai ter medo! Lembre-se isso não é real, você não está morrendo, isso é psicológico. Por mais que pra gente seja realidade, e o pior pesadelo possível, mas você não vai morrer, não vai desmaiar, mantenha o equilibrio, pois só você pode controlar suas crises.






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