quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
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....Além da situação ter sido bem complicada no início, pois vem varias duvidas e incertezas, a primeira delas é: será que tô louca? até que ponto posso chegar? tem cura? quando tempo vou ter que viver com isso? então fui aprofundando meus estudos em psiquiatra tentando diminuir minha ansiedade e meu medo em relação a isso. Claro que também procurei uma psiquiatra e uma psicologa. Foi difícil aceitar tomar medicamentos como antidepressivo, tarja preta... porque aparece o medo de ficar dependente pra sempre daquilo, mas pior do que eu tava, não podia ficar, e eu estava disposta a tudo pra me livrar daquele sofrimento. Primeiramente, decidi conversar com minhas amigas mais próximas para que soubessem o motivo do meu afastamento, uma delas em especial me ajudou muito ( guigui, minha amiga irmã) que depois de muito insistir me fez sair de casa e ir para um grupo de oração católico chamado Um novo caminho, onde faço parte até hoje. Bom, nunca fui uma mulher de muita fé, mas como dizem se aproximamos de Deus no amor ou na dor, comigo foi na dor!!! Minhas amigas não entendiam muito bem do assunto, como muitos, mas tentei explicar da forma mais amena possível com medo de parecer uma louca psicótica, e ate hoje tem muitas coisas que são guardadas somente pra mim. Com o passar do tempo, fui tentando controlar as crises, o que não é uma tarefa fácil... já que ela chega inesperadamente e de forma brusca. Uma das minhas piores crises foi quando estava na sala de espera para minha primeira consulta com um novo psiquiatra (sim, já fui em vários hehe) estava com minha mãe, e senti uma crise muito forte, uma falta de ar muito grande, e eu pensei - PRECISO DE OXIGÊNIO, se não vou morrer aqui! - desesperada pedir pra minha mãe ir comigo a emergência pois estava me sentindo muito mal. Ao chegar, como sempre observei, e é uma realidade, o descaso com pacientes com esse tipo de doença, esperei muito tempo, até que tomei uma dose forte de um calmante, APRAZ, e fui pra casa. É difícil saber que aquilo não é um cura, que você ta longe disso, ou talvez nunca a alcance, que aquele medicamente não vai poder curar seus medos, suas dores, apenas vai fazer você entrar em um descanso profundo, mas ao despertar, tudo volta. Outro momento que me recordo bem, foi em uma noite que acordei suando muito, com muita falta de ar, dor no peito, e tremia muito... pensei muitas vezes em acordar as pessoas pra pedir ajuda, mas pensei que não ia adiantar nada ir aos hospital, ver o mesmo descaso, ser dopada e voltar pra casa, então decidi tomar meu calmante com uma dose dupla, e tentar me acalmar... quando amanheceu, me rendi e dormi....
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